A Voz do Bispo › 11/07/2019

Quem é o meu próximo?

Jesus é abordado por um especialista na lei judaica que lhe pergunta: “Mestre, que devo fazer para entrar na vida eterna?” Ao que Jesus responde: “O que está escrito na lei?”

O mestre da lei responde: “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com todo o teu entendimento; e o teu próximo como a ti mesmo”. Jesus vendo que respondeu corretamente lhe diz: “Faze isto e viverás”.

Meio que querendo se justificar pergunta: “mas quem é o meu próximo?”

Agora, Jesus responde com essa simples parábola: um certo homem descia de Jerusalém a Jericó e foi barrado por assaltantes que o deixaram meio morto. Passando por ali um sacerdote e um levita, funcionários do culto, seguiram adiante sem prestar socorro. Quem ao invés o socorre é um samaritano que vendo o homem na necessidade chegou junto dele e encheu-se de compaixão. Aproximou-se, cuidou de suas chagas. Depois colocou-o no seu próprio animal, conduziu-o a hospedaria e dispensou-lhe cuidados. Como se não bastasse, no dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro pedindo de cuidar dele e que no regresso se precisasse pagaria a diferença.

Jesus pergunta ao especialista em lei: “Na tua opinião, quem foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Não precisava de muito esforço para reconhecer que foi o que tivera misericórdia para com ele. Ao que Jesus lhe diz: “vai, e também tu, faze o mesmo”.

Essa parábola é sempre muito oportuna e de uma grande riqueza para nos ajudar a passar da teoria à prática, a compreender o que significa amar a Deus e os irmãos.

Se queremos ser verdadeiros discípulos e missionários de Jesus precisamos assimilar esse seu jeito de ser. Dar-nos conta da presença dos outros; termos compaixão e solidarizar-nos. Fazermos tudo o que está ao nosso alcance.

O samaritano, discriminado e considerado fora da graça de Deus, se revelou muito mais próximo do projeto de Deus que os considerados expertos e profundos conhecedores da Lei.

Portanto, “o que devemos fazer para entrar na vida eterna?”

Termos olhos e coração abertos. Deixar-nos interpelar. Pararmos pelo caminho para acudir os caídos. Sermos presença solidária. Amar não em palavras, mas com as obras.

Vi com os meus próprios olhos como isso é bonito e possível estando alguns dias com nossa equipe missionária em Moçambique. Quando se ama de verdade as pessoas percebem e respondem. Assim a evangelização acontece.

 

Para refletir:

– O que devemos fazer para entrar na vida eterna?

– Como posso ser um bom samaritano, hoje?

– Habitualmente, sou alguém que aproxima das pessoas e se deixa aproximar?

 

Textos Bíblicos: Dt 30, 10-14; Lc 10, 25-37; Sl 68(69).

 

 

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