A Voz do Bispo › 10/08/2018

O Evangelho da Família, alegria para o mundo

O segundo domingo de Agosto o dedicamos à vocação do matrimônio, na qual também comemoramos o Dia dos Pais, assim como, no domingo, inicia a Semana da Família com o tema: “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”.

O ‘Evangelho da Família’ ressalta a família como boa notícia, como um bem, um dom de Deus. A ‘Alegria para o mundo’ acentua o fato de que ser família não é um aspecto da doutrina, um valor apenas para os cristãos ou para as pessoas religiosas. É uma riqueza para o mundo, para a humanidade toda.

O papa em sua recente Exortação Apostólica: “A alegria do amor” começa dizendo que apesar dos numerosos sinais de crise no matrimônio, o desejo de família permanece vivo e que o anuncio cristão sobre a família é verdadeiramente uma boa notícia.

“O caminho sinodal permitiu analisar a situação das famílias no mundo atual, alargar a nossa perspectiva e reavivar a nossa consciência sobre a importância do matrimônio e da família” (2).

Ele mesmo diz: “espero que cada um, através da leitura, se sinta chamado a cuidar com amor da vida das famílias, porque elas ‘não são um problema, mas sobretudo uma oportunidade’”(7).

Embora sua dificuldades e desafios percebidos no mundo atual, ninguém pode negar que “o bem da família é decisivo para o futuro do mundo e da igreja” (31).

Como cristãos, não podemos renunciar a propor o matrimônio, para não contradizer a mentalidade atual, para estar na moda, ou por sentimentos de inferioridade; estaríamos privando o mundo dos valores que podemos e devemos oferecer. (35).

Temos dificuldade de apresentar o matrimônio mais como um caminho dinâmico de crescimento e realização do que como um fardo a carregar a vida inteira (38). A família é um bem que a sociedade não pode prescindir, mas precisa proteger (44).

A força da família reside essencialmente na sua capacidade de amar e ensinar a amar. Por muito ferida que possa estar uma família, ela pode sempre crescer a partir do amor (53).

A beleza do dom recíproco e gratuito, a alegria pela vida que nasce e a amorosa solicitude de todos os seus membros, desde os pequeninos aos idosos, são apenas alguns frutos que tornam única e insubstituível a resposta à vocação da família, tanto à Igreja como à sociedade (88).

Lembramos aos pais que “o homem desempenha um papel decisivo na vida da família. A ausência do pai penaliza gravemente a vida familiar, a educação dos filhos e a sua integração na sociedade. Essa pode ser física, afetiva, cognitiva e espiritual. Essa carência priva os filhos de um modelo adequado do comportamento paterno” (55).

Coragem pai, tua missão é importante na família, igreja e sociedade!

 

Para refletir:

1. Em nossas casas tudo tem seu lugar e ocupa seu espaço. Mas qual é o lugar em nossa casa que nos faz lembrar de Deus?

2. Porque não construir o “Cantinho de Deus” como sugere a Pastoral Familiar?

3. O que me proponho fazer em minha família nessa semana a ela dedicada para crescer humana e espiritualmente?

 

Textos bíblicos: 1 Cor 13, 4-7; Sl 127/126; Mt 19,3-9.

 

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