A Voz do Bispo › 24/08/2019

Ser catequista, nobre e árdua missão

Este último domingo do mês vocacional é dedicado aos Catequistas. Devemos reconhecer que nem sempre lhe damos a devida importância. São eles que preparam as crianças para a Eucaristia e os adolescentes para confirmarem sua fé pela Crisma.

Na maioria dos casos são eles que fazem a primeira evangelização, porque muitos pais não fazem mais a primeira iniciação que deveria acontecer pela prática religiosa no ambiente familiar. Na catequese são apresentadas de modo sistemático as verdades da fé e o caminho do seguimento de Jesus.

Mais do que nunca os catequistas devem ser bem preparados, ter clareza sobre a doutrina cristã e os valores a repassar. É importante que os primeiros contatos sejam marcados por impressões positivas, por uma experiência prazerosa de encontro com os outros e com o amigo Jesus.

Devemos reconhecer que ser catequista, hoje, não é nada fácil. Muitos catequistas já experientes entram em crise e desistem desse serviço, pelas dificuldades que alguns adolescentes e jovens trazem: total displicência, incapacidade de disciplina e preguiça de pensar.

Para acolher a proposta de uma catequese que seja iniciação a vida cristã precisa que a pessoa esteja disposta a ouvir, refletir e pensar. Esse caminho espiritual implica disposição a conhecer uma proposta de vida na perspectiva do Evangelho.

Como esclarece o Diretório Nacional de Catequese: “O catequista é um autêntico profeta, pois pronuncia a Palavra de Deus, na força do Espírito Santo. Fiel à pedagogia divina, a catequese ilumina e revela o sentido da vida” (39).

Existe algo mais nobre que ajudar alguém a descobrir o sentido da vida? O catequista tem essa responsabilidade e missão. Mas como realizá-la se quem está na catequese não tem o mínimo de interesse em fazer essa descoberta?

Catequistas, continuemos a acreditar que os jovens estão abertos a proposta de Jesus. Muitos chegam resistentes e arredios à reflexão e a dar os passos necessários.

Sei quanto é exigente esse serviço. Nem sempre há respeito e docilidade, mas pensem no grande bem que podem fazer a estes adolescentes e jovens.

Quero expressar a todos minha gratidão e exortar-vos a serem persistentes nesse trabalho de efetiva evangelização.

O vosso serviço é importantíssimo e indispensável para a vida da comunidade. Façam-no com todo carinho e atenção, certos que Deus recompensará vosso esforço e dedicação. Semeiem com fé, preparando-se da melhor maneira, deixando a Deus fazer crescer e dar frutos na hora certa.

O futuro das nossas comunidades passa pela catequese e envolvimento da família. O caminho largo é mais atraente e menos exigente, mas é o estreito que conduz a salvação.

 

Para refletir:

– O que penso sobre esse tema da catequese?

– Consigo ver nela algo importante para mim e minha família e também para a comunidade?

– Se você tem filhos na catequese, qual deve ser sua colaboração e participação nessa etapa da vida? Em que acha que pode ajudar?

 

Textos bíblicos: Is 66, 18-21; Hb 12, 5-7.11-13; Lc 13,22-30.

 

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