Notícias da diocese › 21/06/2018

Pastoral Carcerária realizou encontro em Torres

“Estive preso e vieste me visitar” (Mt 25, 36). É com esse lema que a Pastoral Carcerária (PCr), pastoral social ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), age junto às pessoas presas e suas famílias.

A Diocese de Osório conta com a atuação da Pastoral Carcerária junto aos presídios localizados no território diocesano, a Penitenciária Modulada de Osório e o Presídio Feminino de Torres. Os agentes da PCr realizam encontros bimestrais, de cunho formativo, geralmente nas cidades como Osório, Tramandaí e Torres.

Na manhã da última terça-feira, 19 de junho, agentes da PCr estiveram reunidos em Torres, no Centro de Pastoral da Paróquia São Domingos. O encontro também contou com a participação do coordenador da Pastoral Carcerária do Regional da CNBB Sul 3, Pe. Edson Thomassin e de representantes do Presídio Feminino de Torres.

O encontro foi realizado pela manhã, no qual os agentes puderam partilhar e discutir sobre as suas atuações junto aos presídios atendidos. Pela tarde, o grupo dedicou-se a visitar o Presídio Feminino de Torres.

De acordo com a coordenadora da PCr da Paróquia de Torres, Iara Carvalho, o encontro reune os agentes para a partir do Evangelho, aprofundar a união e a espiritualidade de conversão, contribuindo assim para que os agentes possam reconhecer no detento a presença de Cristo.

 

Missão da PCr

Segundo informações da CNBB, o Brasil tem atualmente a terceira maior população carcerária do mundo, em contínuo e exorbitante aumento desde o início dos anos 1990, revelando a perversa política de encarceramento em massa que está em curso no país, e que tem como alvo os grupos sociais marginalizados e empobrecidos, destacadamente jovens, negros e moradores/as das periferias e das áreas urbanas socialmente mais precarizadas.

A PCr, busca ser a presença de Cristo e de sua Igreja no mundo dos cárceres, caracterizado pela superlotação, condições insalubres e tortura sofrida pelas pessoas privadas de liberdade. Portanto, em seu trabalho de atendimento religioso às pessoas presas os/as agentes pastorais promovem um serviço de escuta e acolhimento, anunciam a Boa Nova, contribuem para o processo de iniciação à vida cristã e para a vivência dos sacramentos, e atuam no enfrentamento às violações de direitos humanos e da dignidade humana que ocorrem dentro do cárcere, pois “todo processo evangelizador envolve a promoção humana” (Doc. Aparecida, p.399).

Assim, a evangelização concretiza-se de forma integral, seguindo as orientações da Igreja: “As profundas diferenças sociais, a extrema pobreza e a violação dos direitos humanos (…) são desafios lançados à evangelização” (Puebla, 90).

Para a Igreja no Brasil, está claro que encarcerar mais pessoas, em sua maioria pobres e negras, não diminui a violência; ao contrário, o encarceramento serve para torturar as pessoas mais pobres e gerar ainda mais violência.

 

 

Colaboração: Pastoral Carcerária / Torres

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