A Voz do Bispo › 08/11/2018

O óbolo da viúva

“Jesus estava sentado no templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada.

Jesus chamou os discípulos e disse: ‘Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

Jesus está em Jerusalém, mais exatamente no Templo, centro religioso, político, econômico e ideológico da época. Ele se defronta com os doutores da Lei que representavam o centro ideológico de Israel.

Os doutores da Lei gostam de andar com roupas vistosas, ser cumprimentados nas praças, ocupar as primeiras cadeiras nas sinagogas, os melhores lugares nos banquetes. A viúva pobremente vestida não era reconhecida, não tinha cadeira cativa na sinagoga, nem era convidada nos banquetes e sobrevive com muito pouco. Muitas vezes era explorada pelos doutores da lei para defendê-la.

Jesus está ali e observa como a multidão deposita moedas no cofre. Marcos observa que muitos ricos davam muito. O que exaltava os egos e fazia sentirem-se abençoados por Deus.

Para Jesus os pobres são os verdadeiros adoradores de Deus: “esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela ofereceu tudo o que possuía para viver”.

Algumas lições para nós, hoje:

– Quando fazemos nossa oferta para quem quer que seja precisamos dar de coração se queremos glorificar o nome do Senhor e edificar os irmãos.

– A nossa oferta é santa e agradável a Deus quando damos do fruto do nosso trabalho.

– Doa muito quem ama muito e o faz com gratuidade, sem nada esperar em troca, sem que a mão direita saiba o que faz a esquerda.

– Pelo princípio da proporcionalidade, quem mais recebeu é chamado a dar mais, sem por isso julgar-se melhor que os outros.

– O gesto da viúva lembra nosso compromisso com o dízimo.  Estamos profundamente convencidos que o dízimo é a melhor forma para prover a todas as necessidades de manutenção e evangelização das nossas comunidades. O dízimo corretamente entendido e vivido cria sentido de pertença, faz a pessoa sentir-se comunidade. É a melhor e mais evangélica forma de viver a caridade cristã.

A alegria de partilhar faz nossa vida mais bonita, testemunhal e abençoada. Experimenta e verás!

 

Para refletir:

1. Já estou fazendo a experiência do dízimo? É dizimo mesmo, pensado, resultado de uma reflexão com minha família sobre qual pode ser nossa contribuição mensal e isso como algo sagrado, reservado a Deus e à comunidade?

2. As coletas das missas e as promovidas pela Igreja com objetivos específicos independe do dízimo. Costumo participar mesmo que seja com pouco, como a viúva do Evangelho?

3. Considero-me uma pessoa generosa e capaz de partilhar com jeito concreto de viver a fé?

 

Textos Bíblicos: 1 Rs 17,10-16; Mc 12,41-44; Sl 145(146).

 

 

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