A Voz do Bispo › 18/05/2018

Começaram a falar…

O Ressuscitado aparecendo aos discípulos reunidos, depois de desejar a paz, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo” e lhes deu o poder de perdoar pecados.

Conforme At 2, 1-11 a experiência de Pentecostes foi determinante para a origem da Igreja e sua missão no mundo: “Apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar…”.

 

O que falavam?

Que Jesus, o crucificado, ressuscitou! E agora está junto do Pai de onde nos enviou o Espírito Santo. Sua ação é muito sutil, quase imperceptível, mas real e transformadora, é o principal protagonista da missão da Igreja no mundo. O cristão que não fala de Cristo ainda não se abriu à ação do Espírito. Não se converteu.

O mandato missionário de Jesus: “Ide pelo mundo todo, proclamem o Evangelho a toda criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo” (Mc 16,15), prossegue. A Igreja nasceu missionária, convidada a sair, ir ao encontro das pessoas lá onde se encontram e falar das maravilhas de Deus.

O Espírito Santo continua renovando a Igreja, inspirando movimentos e comunidades, iluminando o povo cristão na sua vocação missionária de falar ao mundo a boa nova do Evangelho.

Segundo Paulo, percebemos sua atuação nos resultados: “O fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Se vivemos pelo Espírito andemos também de acordo com o Espírito.” (Gl 5, 22-25).

Nesse dia em que a Igreja descobre sua vocação missionária e está mais dócil à ação do Espírito, o Regional Sul III da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Rio Grande do Sul, realiza uma coleta para dar suporte a um projeto missionário de ajuda à Igreja de Moçambique – África e, também, à Igreja que está na Amazônia.

Ao participarmos desse gesto concreto de solidariedade deixemo-nos conduzir pelo Espírito e certamente nossa oferta  será generosa.

“Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência, é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida.” (EG 49).

Deixemos que essa santa inquietação nos incomode e suscite, não só generosidade nos meios materiais, mas porque não na oferta da própria vida? Só quem experimenta pode dizer como é bom ser missionário. Cada um conforme seu carisma e possibilidade.

Vamos começar a falar…

 

Para refletir:

1. Costumo invocar o Espírito Santo ao iniciar minhas orações e reflexões pessoais?

2. Quando me encontro diante de decisões a tomar, recorro a Ele pedindo sua iluminação?

3. Acredito na Sua presença em mim e nos meus irmãos?

4. Já comecei a falar das maravilhas de Deus?

 

Textos Bíblicos: At 2, 1-11; Jo 20, 19-23; 1Cor 12, 3-13.

 

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