A Voz do Bispo › 06/08/2021

A Vocação da Família

O segundo domingo do mês vocacional o dedicamos aos pais. Queremos colocá-los em nossas orações e refletirmos um pouco sobre essa vocação específica. Como os define o Catecismo da Igreja Católica: “Os pais, enquanto participantes da paternidade divina são os primeiros responsáveis da educação dos seus filhos e os primeiros anunciadores da fé. Tem o dever de amar e de respeitar os seus filhos como pessoas e como filhos de Deus, em especial, tem a missão de educa-los na fé cristã” (460). Isso compreendido não precisaria muito mais para perceber a beleza e importância da vocação das famílias.

Como diz o papa Francisco: “Diante das famílias e no meio delas, deve ressoar sempre de novo o primeiro anúncio, que é o ‘mais belo, mais importante, mais atraente e, ao mesmo tempo, mais necessário’ e ‘deve ocupar o centro da atividade evangelizadora’” (AL 58).

Logo depois acrescenta: “os padres sinodais partiram do olhar de Jesus, dizendo que Ele ‘olhou para as mulheres e os homens que encontrou com amor e ternura, acompanhando seus passos com verdade, paciência e misericórdia, ao anunciar as exigências do Reino de Deus’. De igual modo nos acompanha, hoje, o Senhor no nosso compromisso de viver e transmitir o Evangelho da família” (AL 60).

Esse Evangelho, o encontramos sintetizado na Alocução de Paulo VI, em visita à Terra Santa em 1964: “Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social”. Quão bom seria se nossos líderes políticos entendessem isso!

A Gaudium et Spes definiu o matrimônio como comunidade de vida e de amor, colocando o amor no centro da família. O verdadeiro amor entre marido e mulher implica a mútua doação de si mesmo, inclui e integra a dimensão sexual e a afetividade, correspondendo ao desígnio divino. O matrimônio é uma vocação, sendo uma resposta à chamada específica para viver o amor conjugal como sinal imperfeito do amor entre Cristo e a Igreja. Por isso, a decisão de se casar e formar uma família, deve ser fruto de um discernimento vocacional (AL 72).

“Com íntima alegria e profunda consolação, a Igreja olha para as famílias que permanecem fiéis aos ensinamentos do evangelho, agradecendo-lhes pelo testemunho que dão e encorajando-as. Graças a elas torna-se credível a beleza do matrimônio indissolúvel e fiel para sempre” (AL 86).

Jovens queridos, levem a sério a vocação à paternidade e maternidade. Constituir família é algo santo e sagrado, é VOCAÇÃO. As etapas de preparação precisam ser respeitadas se querem uma vida fecunda e feliz. Parabéns a todos os pais!

 

Para refletir: Como entendo a vida de família? Essa forma de compreender a família como vocação específica faz sentido? Não são todos vocacionados a constituir família? Será que basta ter maior idade para estar pronto para casar e ter filhos? Consigo perceber sua importância para a Igreja e para a sociedade?

Textos bíblicos: 1Rs 19, 1-8; Ef 4,30-5,2; Mt 19, 1-12; Sl 33(34).

 

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